sábado, 2 de maio de 2015

Anfíbios

Anfíbios

Os anfíbios são seres vivos que durante seu ciclo de vida passam por duas fases: uma aquática e outra terrestre.
Os anfíbios dividem-se em três grupos:  Anura (sapos, rãs e pererecas), Caudata (salamandras) e Apoda (cecílias).
No início de seu ciclo de vida, eles vivem exclusivamente dentro da água e, nesta fase, possuem a forma de alevino (filhote de peixe), realizando somente a respiração branqueal.
As larvas possuem cauda e linha lateral como os peixes.
Após a metamorfose, eles deixam de depender exclusivamente do ambiente aquático para sobreviver e passam a viver também na terra, des de que o ambiente seja úmido.
Podem ser aquáticos ou terrestres. As formas aquáticas respiram através de brânquias, através da pele ou através de pulmões. As terrestres respiram geralmente tanto através dos pulmões quanto pela pele.
girino
Apesar de possuírem pulmões, seus alvéolos não dão conta de suprir toda a troca de gases necessária para sua sobrevivência. Por isso, eles absorvem oxigênio pela pele, e isto funciona bem melhor quando eles mantêm a pele umedecida, por isso, eles precisam tanto viver em ambientes úmidos.
Alimentam-se de minhocas, insetos, aranhas, e de outros vertebrados como anfíbios e pequenos mamíferos.
pererequinha

Locomoção dos anfíbios

A grande maioria dos anuros são saltadores, as salamandras caminham e as cobras-cegas arrastam-se.
Na água são nadadores. Quando larvas usam a cauda e quando adultos utilizam as patas, que possuem membranas interdigitais.
As pererecas apresentam discos adesivos nos dedos, as vezes chamados de ventosas.
 
perereca de árvore

Reprodução dos anfíbios

Os anfíbios apresentam 29 modos reprodutivos diferentes, conforme a espécie.
O modo mais comum é a reprodução sexuada externa.

A fêmea libera óvulos (ainda não fecundados) em uma massa gelatinosa e o macho então lança seus gametas sobre eles para que ocorra a fecundação.
girinos
Os ovos formados ficarão em ambiente aquático, preferêncialmente águas paradas, até o nascimento do girino.
Na grande maioria das vezes a fecundação acontece em água doce.
Pelo fato de estarem protegidos pela água, os ovos dos anfíbios não necessitam de anexos embrionários adaptativos como, por exemplo, a bolsa amniótica.
Em geral, não existe cuidado com a prole entre os anfíbios.
Mas existem muitos outros tipos de reprodução entre os anfíbios, como girinos que possuem saco vitelínico, ovos colocados sobre a vegetação a vários metros do chão, ovos colados ao dorso de fêmeas, ovos carregados no dorso de machos até o nascimento dos girinos, girinos se desenvolvendo no interior do estômago das fêmeas, desenvolvimento direto, ovoviviparidade e viviparidade, entre outros.
girino

Origem evolutiva dos anfíbios

Estudos feitos em fósseis sugerem que os anfíbios teriam evoluído dos peixes pulmonados e que os répteis teriam evoluído dos anfíbios.
Foram os primeiros vertebrados a conseguir viver em terra, embora ainda dependam dela mesmo quando adultos, precisando viver em locais úmidos.

Os anfíbios apareceram no período Devoniano e no período Carbônico foram o grupo dominante

sapinho

Qual a diferença entre sapos, rãs e pererecas?

De modo mais símples possível:
Sapos são enrugados.
Rãs são lisas.
Pererecas têm bolinhas nas pontas dos dedos.
              
sapo venenoso

Circulação

A circulação nos anfíbios é fechada (o sangue sempre permanece em vasos), dupla (há o circuito corpóreo e o circuito pulmonar) e incompleta (já que há mistura do sangue venoso e artérial no coração).
O coração do anfíbio apresenta apenas três cavidades: dois átrios (onde chega o sangue ao coração) e um ventrículo (onde o sangue sai do coração).
Por causa dessa circulação incompleta, não conseguem manter a temperatura de seus corpos por si só, então a temperatura do corpo dos anfíbios depende sempre do ambiente (por isso não se vê sapo na neve).

A pele
Anfíbios possuem pele fina e úmida, sem pêlos nem escamas.
São animais que não conseguem manter a temperatura de seu corpo constante e por isso são chamados animais de sangue frio (pecilotérmicos).

A pele fina dos anfíbios, é cheia de pequenos vasos sanguíneos e glândulas que facilitam a respiração pela pele.
Quando estão com sede, os anfíbios encostam a barriga na água e a absorvem pela pele.
As glândulas da pele dos anfíbios são de dois tipos: mucosas (produzem muco) e serosas(produzem veneno).
Todo o anfíbio produz substâncias tóxicas, mas existem espécies mais e menos tóxicas.
 
Veneno
Alguns anfíbios podem ser venenosos, sendo que alguns deles estão inclusive entre os animais mais venenosos. Os sapos possuem uma glândula parotóide que produz veneno. Entretanto, este veneno é eliminado apenas quando a glândula é apertada. O manuseamento de anfíbios é normalmente seguro, desde que o veneno não entre na circulação sanguínea. Deve-se por isso lavar as mãos depois do contato com os animais.

Saiba mais sobre os anfíbios venenosos
aparelho respiratorio de anfíbios

Aparelho respiratório

O aparelho respiratórioé a principal característica dos anfíbios.
Os anfíbios têm 3 tipos de respiração.
Quando ainda são larvas vivendo na água, respiram por meio de três ou quatro pares de brânquias, parecidas com as dos peixes.
Conforme crescem, as brânquias se atrofiam e desaparecem, enquanto se formam os pulmões, que são muito simples.
Em algumas salamandras que não têm nem pulmão nem brânquias, as trocas de ar se realizam através da mucosa da boca, da faringe e da pele. Em geral eles respiram deglutindo ar.
língua de anfíbio

Digestão

A língua pode desenrolar-se para fora, é grudenta, e é uma das características dos anfíbios anuros.
Eles não mastigam, só esmagam com as mandíbulas e engolem.
Nos anuros, a língua pode ser presa na parte da frente da boca (em vez de atrás, como a nossa), e por isso pode desenrolar-se para caçar insetos.
Os anfíbios não tem diafragma que separe a cavidade intestinal da toráxica (os mamíferos é que têm).
Como acontece nas aves e nos répteis, o tubo digestivo termina em uma cloaca.
No fígado há reserva de glicogênio e em várias partes do corpo acumula-se gordura.

O sistema Excretor

O seu sistema excretor apresenta rins ligados por ureteres à bexiga, que por sua vez está ligada à cloaca.
Quando ainda são larvas excretam quase que só amônia, mas quando adultos excretam uréia.
encefalo dos anfibios

Encéfalo dos Anfíbios

O sistema nervoso dos anfíbios tem como principal órgão o encéfalo.
Em geral, os anfíbios só ganham em inteligência dos peixes. Mas são capazes de reconhecer lugares e pessoas.
A grande maioria dos movimentos realizados pelos anfíbios são instintivos.
audição das rãs

 

Audição e olfato

As narinas de um anfíbio possuem comunicação direta com a boca.
O seu sistema olfativo apresenta narinas e os órgãos de Jacobson.
Os anfíbios ouvem bem por causa da caixa de ressonância que possuem.
Os tímpanos se encontram à flor da pele e não no fundo do conduto auditivo.
As tubas auditivas desembocam no céu da boca, assim como as narinas.
 
salamandra

Metamorfose

É a transformação da larva de anfíbio em adulto.
Desde a fecundação do óvulo, o embrião muda até se transformar num girino.
O girino não tem boca, possui brânquias externas e não é capaz de nadar.
Mas quando nasce, a circulação de seu corpo se desenvolve e sua membrana caudal fica transparente e ele é capaz de nadar.
Mais tarde apresenta uma membrana chamada opérculo que cobre as brânquias. A circulação da água para respiração ocorre principalmente através da boca.

Depois as pernas traseiras vão crescendo e também os membros anteriores, só que os membros anteriores (braços) iniciam seu desenvolvimento no interior da câmara branquial. Quando os membros posteriores estiverem completamente formados, os anteriores saem prontos, rompendo a parede lateral do anfíbio.

A boca e os pulmões estão em fase final de formação. Quando os pulmðes encontram-se formados, o girino passa a respirar ar e portanto fica mais tempo na margem.
A cauda do anfíbio começa a encolher (não cai). E quando sua cauda está bem curta o anfíbio é então uma miniatura do adulto.
perereca

Anfíbios no Brasil

Existem cerca de 600 espécies de anfíbios brasileiros, a maior parte delas endêmicas (só existem no Brasil).
Existem anfíbios em todo Brasil, principalmente na Mata Atlântica, que tem uma biodiversidade ainda maior do que a da Floresta Amazônica.
A mata atlântica apresenta grande variedade de anuros, além de mamíferos e muitas aves. É uma das áreas mais sujeitas à precipitação no Brasil, por isso é que os anfíbios se desenvolvem tão bem nessas matas.
 

Animais Aquáticos

Animais Aquáticos

São animais que vivem a maior parte do tempo dentro da água, seja ela de rios, lagos ou mar.
A primeira coisa que a gente pensa é "animais aquáticos são peixes", sim, mas não só peixes.
Existem uma infinidade de moluscos, mamíferos, insetos, anfíbios, répteis e até aracnídeos.

Animais aquáticos podem viver em mares, rios, lagos...enfim, em qualquer lugar em que exista água.

Ecossistema aquático

O ecossitema aquático é um ambiente mais complexo do que se imagina,.. resumindo.. a base da cadeia alimentar são as algas microscópicas (fitoplancton) que realizam a fotossíntese para produzir o próprio alimento e acabam também liberando o oxigênio que se desprende para a atmosfera ou fica dissolvido na água para a respiração dos peixes e outros animais.
Então o fitoplancton (microalgas) e o zooplancton (micro animais) servem de alimento para os peixes, que servem de alimento para outros peixes, cobras, mamiferos aquáticos e até aves.
As plantas e os animais aquáticos quando morrem vão para o fundo e são decompostos pela ação de fungos e bactérias que reciclam a materia devolvendo os nutrientes para o ecosistema.
 
cavalo marinho

Animais Marinhos

São todos os animais que vivem no mar, como cavalos-marinhos (foto ao lado), peixes, arraias, tubarões, tartarugas, moréias, golfinhos, baleias e uma infinidade de outros animais.
Não dá pra mostrar todos, logicamente, mas os principais você encontra aqui.
As fotos foram colecionadas durante anos, salvas da internet, enviadas por amigos e algumas fotografadas por mim.
 
tigre d'água

Animais de Água doce

Para colaborar com textos e fotos, envie email para anamaria.ninha@gmail.com.
 
Existem animais que vivem principalmente na água, preferem a água e ficam quase o tempo todo na água, mas também conseguem viver fora dela.
É o caso do castor, da ariranha e da lontra.
esqueleto de uma perca

Classe dos Osteichthyes

Na era paleozóica, os osteícteos, ou peixes ósseos, viviam nas águas doces, tendo invadido mais tarde as águas marinhas. Hoje ocupam com sucesso os dois habitais.
Existem mais de 20 famílias com mais de 30 000 espécies de peixes ósseos.
Possuem esqueleto ósseo como os outros vertebrados, boca com mandíbula articulada, nadadeiras pares e ímpares.
Possuem bexiga natatória e retiram o oxigênio da água através de arcos branquiais ósseos que ficam de cada lado do corpo, cobertos pela guelra.
Dividem-se em três subclasses: Sarcopterygii, Brachiopterygii e Actinopterygii.

Sarcopterígeos

Estudos realizados em fósseis revelam que os animais terrestres de 4 patas, evoluíram dos sarcopterígeos. Os sobreviventes marinhos são poucos e se agrupam em duas ordens, Coelacanthiformes e Dipteriformes.
Coelacanthiformes  é a ordem considerada mais importante. Dela faz parte a espécie Latimeria chalumnae,  que é considerada um "fóssil vivo".
Dipteriformes é a ordem dos peixes dotados de respiração pulmonar.
Está representada por três gêneros fluviais: Lepidosiren (a pirambóia), da América do Sul, o Protópterus da África e o Neoceratodus, da Austrália.
A pirambóia vive nos rios da Amazônia, de Mato Grosso e no rio Paraguai. Pode ter até 1 metro de comprimento e, como possui pulmão na fase adulta, tem que vir à tona para respirar periodicamente.
Alimenta-se de pequenos moluscos e outros animais que encontra enquanto se arrasta no fundo dos rios. No tempo das secasesconde-se em um túnel construído no lodo.

Braquiopterígeos

A subclasse dos braquiopterígeos apresenta apenas uma família.

Actinopterígeos

A subclasse dos actinopterígeos reúne a grande maioria dos peixes atualmente encontrados.
Possuem esqueleto totalmente ósseo, nadadeira caudal dividida e narina sem comunicação com a cavidade bucal.
Agrupam-se em 26 ordens - abaixo, descrição e exemplos das principais ordens:

Ordem Acipenseriformes

Esta ordem tem 24 espécies, a mais conhecida é o esturjão (Aàpenser sturio), por causa do caviar.
É natural dos mares frios do Hemisfério Norte mas adentra grandes rios para se acasalar e desovar.

Ordem Anguiliformes

As enguias (Anguilla) adultas (de água doce) vão para o mar no outono, se acasalam em águas profundas e morrem. Seus filhotes são encontrados nadando na superfície do mar, onde se alimentam e crescem. Com um ano de idade, regressam aos mesmos rios de onde vieram seus pais.
É a classe da enguia marinha europeia, também chamada de moréia (Muraena). As moréias do Brasil são as Gymnothorax moringa.

Ordem Clupeiformes

É a ordem da truta, do salmão, do arenque, da anchova, da sardinha e de muitos outros peixes menores.
Os peixes dessa ordem variam entre 10 cm a 2 metros de comprimento.
Os salmões também sobem os rios para se acasalar e desovar nas cabeceiras dos rios.
A pesca é tanta nesta época que em alguns países foram criados parques nacionais  nestas áreas para protejer a espécie.

Também é a ordem do lúcio, peixe de água doce, que tem de l a 2 metros de comprimento. Seu focinho pontudo parece uma lança e por isso é conhecido como peixe-de-bico.

Ordem Cypriniformes

esta ordem tem animais bem diferentes entre si como a carpa, (Cyprinidae), a enguia elétrica (Electrophoridae) e os peixes-gatos (Siluroidei). Os peixes dessa ordem não possuem dentes nos maxilares, eles têm "dentes faríngeos" (na garganta).
A carpa, nativa da Ásia, hoje é encontrada no mundo inteiro.
Também são encontrados quase no mundo inteiro os peixes-gatos, que possuem, bigodes que funcionam como antenas, detectando suas presas.

As enguias elétricas são peixes compridos, cujos órgãos elétricos se situam na metade posterior do corpo. O poraquê, encontrado no Brasil, pode produzir, na primeira descarga, até 300 volts.

Ordem Gadiformes

É a ordem do bacalhau e da pescada. São peixes marinhos que vivem em águas profundas e alimentam-se de caranguejos, larvas e moluscos.
O bacalhau é um animal estenotermo (habituado a uma temperatura determinada), e viaja o tempo todo à procura das águas favoráveis.

Ordem Beloniformes

É a ordem do peixe-agulha e de alguns peixes-voadores.

Ordem Gasterosteiformes

Esta é a ordem do cavalo-marinho (Hippocampus punctulatus), que vive entre as algas, em águas costeiras temperadas e quentes.
Sua cauda preênsil (como a dos macacos) pode enrolar-se em volta das hastes de algas.

Ordem Perciformes

Esta é a maior ordem de peixes e inclui tanto espécies marinhas (mar)quanto fluviais(rios) e lacustres (lagos).
A perca, que vive em grande quantidade nos lagos norte-americanos e é considerada um animal típico desta classe.

Ordem Pleuronectiformes

Estes são os conhecidos peixes chatos: o linguado, o rodovalho, entre outros.
O corpo é achatado. A parte de baixo não tem órgãos dos sentidos e nem é colorida. A parte de cima, onde se encontram os dois olhos e as duas narinas, é colorida.
movimentam-se pouco e lentamente e preferem fundos regulares e suaves.
O maior linguado brasileiro é o Paralichthys brasiliensis, que pode pesar 12 kg.

Ordem Tetraodontiformes

É a ordem do peixe-papagaio, que vive em águas tropicais.
Também pertence à esta classe o baiacu, que quando assustado ou irritado, incha e se transforma em uma bola dura cheia de espinhos.
O baiacu é venenoso e ninguém o come.
Se tirado fora da água, pode chegar a estourar.

Cavalos

Cavalos

Os cavalos estão entre os animais mais elegantes da Terra, e se bem treinados, entre os mais útei também.
O primeiro cavalo conhecido data do Eoceno (53 milhões de anos atrás) e tinha o tamanho de uma raposa.
Os cavalos não conseguem respirar pela boca.
Os olhos dos cavalos estão entre os maiores dos mamíferos terrestres
cavalo branco entre as flores
 
pintadinho

Cavalos solitários procuram parceiros amistosos

Sejam domésticos ou selvagens, os cavalos têm grande necessidade de companheirismo. Os cavalos amigos brincam juntos, procuram uns aos outros e pastam juntos. Os domésticos solitários fazem amizade com vacas, jumentos e até mesmo com o homem.
Embora irmãos e irmãs vivam geralmente juntos e os potros da mesma idade relacionem-se entre si, não há um padrão fixo de amizade entre os cavalos, nem um motivo óbvio para eles quererem tanto fazer amigos. Mas é provável que a amizade ajude a criar um sentimento de identidade de grupo entre os cavalos selvagens.

Lamber, brincar e cheirar são sinais de comportamento amigo, mas as carícias mútuas em que os cavalos se esfregam ou mordem a crina uns dos outros indicam uma ligação especial.
Viver em grupo ajuda a encontrar casa e comida e criar filhotes. O bom relacionamento consolida a estabilidade do grupo.
Na foto abaixo um puro-sangue inguês.
puro sangue vermelho
faisca
Cavalo Faisca - do Beto Carreiro Show (Santa Catarina)
faisca do Beto Carreiro
Sem dúvida um dos cavalos mais bem treinados do Brasil, Faisca agora está em exposição no Beto Carreiro Show
dormindo em pé

Cavalo dorme em pé?

Os cavalos dormem a maior parte do tempo em pé.
Eles tem um mecanismo nas pernas (tendões e ligamentos) que lhes permite estar em pé sem utilizarem os músculos. Para entrar em fases mais profundas do sono, o cavalo tem que se deitar.
Para os cavalos é mais confortável estar de pé do que deitado, isto porque quando estão deitados fazem pressão sobre os orgãos internos do seu corpo.
 

Como é o cavalo por dentro? Clique aqui e veja.

cavalo correndo no mar
potranca
Você pode gostar de ver também: bovinos, zebras , fecundação in-vitro, nelore, jersey, simental, holandês

Os cavalos fazem a toalete em conjunto, bom método para catar piolhos e carrapatos instalados em partes difíceis de ser atingidas, como a cernelha ou a região superior do rabo.
Para indicar o início da sessão, um se aproxima do outro com a boca entreaberta.
Os dois então mordiscam um ao outro por vários minutos. O cavalo escolhe seu melhor parceiro para a sessão de toalete.
O cavalo se livra dos parasitas e desembaraça os pêlos sozinho ou com a ajuda de outros cavalos, mas os homens preferem um pêlo mais brilhante e sedoso na hora das exposições.
O cavalo decerto julga os demais por outros padrões.
marchando
bem domado

Freio de Ouro

Uma das maiores competições para cavalos no Brasil é o Freio de Ouro, cuja final acontece na EXPOINTER (um grande feira de agro-negócios), em Esteio - Rio Grande do Sul.
Esta competição avalia de um modo muito completo, cavalos da raça crioula. Pra quem não foi ainda à EXPOINTER - não sabe o que está perdendo - a feira é gigantesca e tem literalmente de tudo o que envolva agro-negócio.
Muitas barracas com roupas típicas, selaria, acessórios, máquinas agrícolas, atrações musicais, restaurantes de comidas típicas, diversas exposições de animais de alta linhagem, leilões chiquérrimos e muitas competições.
Duas provas são absolutamente IMPERDÍVEIS:
O Freio de Ouro - competição de cavalos da raça Crioula.
A competição de cães pastores - é incrível! A impressão que eu tenho é que se um daqueles cãos quiser, ele consegue fazer a ovelha até falar...rsrs
Já faz alguns anos que eu não assisto ao Freio de Ouro (morando no Rio de Janeiro fica um pouquinho longe..rs), mas acredito que as regras não devem ter mudado muito.
Vou tentar explicar, pra quem ainda não conhece, como acontece e quais são as provas do Freio de Ouro.
cavalo crioulo
São dois tipos diferentes de avaliação: Morfológica e Funcional.

Avaliação Morfológica

Na avaliação morfológica é feita uma análise completa da estrutura física do cavalo, buscando as principais características da raça.
Acredito que o objetivo desta prova seja que o campeão do Freio de Ouro realmente seja um legítimo representante da raça crioula.
Não sou exatamente uma especialista - digamos que sou uma apaixonada pelo assunto - mas para o meu gosto o cavalo da foto ao lado (Señuelo) é um dos mais perfeitos quando o assunto é morfologia da raça crioula.
Entre as características que os juízes olham estão o contorno da cara (mais pra convexo do que pra côncavo), a firmeza da linha superior (o cavalo não pode ser "selado"), o equilíbrio da estrutura (nem maior na frente nem atrás - equilibrado) ....
corcel negro

Avaliação Funcional

São diversas provas que avaliam o cavalo em atividades derivadas da lida no campo.
Ou seja, se o cavalo for bem no Freio de Ouro, vai melhor ainda na lida do dia-a-dia.

Andadura

São avaliados 3 modos de andar: tanco, trote e galope.
O trote pesa mais na nota, pois é o mais usado na lida do campo.
O cavalo tem que ser, digamos...confortável, seguro e eficiente.
O que os juízes avaliam é o equilíbrio, o avanço e a comodidade.

Figura

É uma prova contra o relógio em um circuito feito com blocos defeno, mas não é só a potência e velocidade do cavalo que são avaliados.
Os juízes olham o equilíbrio nas viradas, a obêdiência do cavalo (não pode por exemplo quase ter que rasgar a boca do cavalo pra ele virar rápido) quanto mais sutil for a condução do ginete, tanto melhor.
Na imagem um Corcel Negro.
lindo cavalo baio

Volta sobre as patas

O cavalo gira rapidamente para um lado e em seguida para o outro - tem que ser rápido,equilibrado e suave na rédea.

Esbarrada

O cavalo vem correndo rápido (uns 20 metros mais ou menos) e da uma freada (ao comando do ginete), virando-se na direção contrária, de preferência sem bater no obstáculo final (geralmente uma parede de madeira).
Ficou complicado de entender? Imagina um carro fazendo um "cavalinho de pau"...é quase a mesma coisa.
O cavalo literalmente senta no chão nessa freada, que é feita para os dois lados.
Todas as provas do Freio de Ouro são feitas igualmente para os dois lados, pois um bom cavalo de lida não pode ter "lado certo" pra fazer as manobras necessárias ao manejo do gado no dia-a-dia da fazenda.
Uma dica para quem só foi a Porto Alegre no verão, e pretende conhecer a EXPOINTER - Leve um bom casaco!
Na foto ao lado um bonito cavalo baio (traduzindo: baio=bege)
paleteada

Mangueira

Primeiro o cavalo tem que apartar um novilho e manter ele separado do outro novilho por 45 segundos.
Depois ele tem que "empurrar" um novilho como peito, primeiro por um lado e depois pelo outro lado, e tem que conseguir fazer onovilho ir pra trás com o empurrão.
Tem um tempo limite, não lembro exatamente quanto, mas é menos de um minuto com certeza.
Uma curiosidade é que essa prova é executada duas vezes.

Paleteada

Nessa prova é que se vê quem é mesmo de lida...rs
Um novilho é solto em uma raia de aproximadamente 100 metros, marcada (dividida) com 2 fardos de feno.
Na imagem ao lado, uma paleteada.
Os conjuntos (cavalo e cavaleiro formam um conjunto) trabalham em duplas e do começo até o primeiro fardo de feno eles deixam o novilho correr, entre o primeiro e o segundo fardo eles devem "paletear" o novilho, e entre o segundo fardo e o fim da raia, eles devem entrar na frente do novilho e fazer ele voltar. Na volta eles devem paletear o novilho novamente e levá-lo à mangueira.
potro tubiano
É como se o novilho fugisse da mangueira e eles fossem buscá-lo.
Paletear é quando eles prensam o novilho com as paletas dos cavalos, cada um de um lado, quase espremendo o novilho.
Esta prova tamém acontece duas vezes.

Bayard-Sarmento

Esta prova é meio complicada de explicar, mas basicamente consiste de arrancadas, esbarradas e giros sobre as patas (para os dois lados). É feita em uma raia de 80 metros e os cavalos correm a metade em cada arrancada (me parece que são 4 arrancadas).
O que eu tenho certeza absoluta é que é uma das provas mais divertidas de assistir.

Campeões do Freio de Ouro 2010

Grande Campeão
Alcalina 441 Maufer
Montada por Nei Lima
da Cabanha Maufer
Grande Campeão
Pampa de São Pedro
Montado po Lindor Collares Luiz

da Fazenda GAP São Pedro
cavalo árabe branco
Na imagem ao lado um cavalo árabe branco e na logo acima um potro tubiano (traduzindo: cavalo adolescente pintado...rsrs) .
 
                 
cavalos selvagens
ponei
Nas fotos ao lado e imadiatamente abaixo vemos dois exemplares do cavalo Bretão.
Eles são assim atarracados e com essa franjinha nos pés.
São cavalos muito resistentes.
cavalo bretãobretão
puro sangue vermelho
árabe branco
Esse pescoço magrinho e elegante é a principal característica do cavalo árabe.
cavalo árabe
cavalo marchador
égua e potrinho

Mamãe égua e seu potrinho pastando.
Apresentam reprodução sexuada e vivípara
correndo ao por do sol
cavalo árabe

cavalo tubiano
brincando na grama
 
 
 

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Lesmas Marinhas

Lesmas Marinhas

Gastrópodes - Este é o grupo mais diversificado dos moluscos, pois pode viver tanto no mar, como em rios de água doce ou em ambiente terrestre e úmido.

Subclasse Opisthobranchia - Lesmas marinhas

lesma marinha com crina
Os gastrópodes aquáticos respiram por brânquias e os terrestres respiram por pulmões.
A cabeça tem olhos e tentáculos sensoriais.
Utilizam os pés para rastejar, cavar e se enterrar.
As conchas servem como abrigo e esconderijo.
Alguns gastrópodes não têm conchas e usam outros mecanismos de defesa, como eliminar substâncias desagradáveis para afastar os inimigos.
Em breve atualização sobre as lesmasdo mar.
Por enquanto, aproveite as fotos :)
gastrópode colorido
lesma do mar azul escura com listas amarelas
lesma marinha lilás
lesma roxinha
gastrópode branco com bordas laranjadas
lesma amarela e preta
lesma marinha preta e rosa
lesmas coloridas
gastrópode branquinho
lesmas marinhas


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Lesma laranjada com fiapos roxos